2018
Índice
Angela Guida
Entre ideogramas, cerejeiras e silêncios: Diálogo com produções artísticas e literárias Orientais
Cláudia Ribeiro
A Xangai de O Lótus Azul
Daniela Martins
Análise do Processo de Democratização na Associação das Nações do Sudeste Asiático: O Processo de Transição Democrática da Indonésia em Foco
Joanes da Silva Rocha
A cerimónia do chá segundo Tçuzu: Aspectos históricos, culturais e estéticos
Marcelo Matos Medeiros
Ontologia linguagem e alteridade: Possibilidades de um método baseado na fenomenologia de Maurice Marleau-Ponty para o estudo da alteridade cultural e do pensamento chinês
Mo Guo
A pintura chinesa shanshui será uma arte sempre monótona e inalterável?: A Problemática de compreensão da cultura e arte chinesas
Moisés Silva Fernandes
O rompimento formal de relações diplomáticas em 1965 entre a Indonésia e Portugal: Os sinais endógenos e exógenos que contribuíram para a fase final do regime do presidente Sukarno
Tiago Manuel Silva Luís Carvalho
A cultura estratégica na Iniciativa Faixa e Rota
Recensão Crítica
Moisés Silva Fernandes
História da Igreja Católica em Timor-Leste: 450 anos de evangelização, 1562-2012, 2º volume 1940-2010, de Dom Carlos Filipe Ximenes Belo, editado pela Fundação Engenheiro António de Almeida (2016).
Angela Guida
Doutora em Poética, Pós-doutora em Estudos Literários. Docente do Programa de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Estudos de Linguagens e Educação Matemática da UFMS. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, Brasil. Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Resumo:
Pretendo, com este artigo, produzir uma reflexão acerca de alguns elementos culturais que constituem uma das culturas mais antigas, tradicionais e simbólicas do mundo oriental: a chamada cultura japonesa. Pretendo demonstrar que estes elementos são constituintes dessa cultura, e não estereótipos dela, como a grande narrativa do discurso hegemônico deixa entrever. Para que eu possa alcançar meu propósito, procurei dialogar com diferentes manifestações artísticas e culturais que passam pela dança, teatro, literatura e cinema. Acredito que essas manifestações artísticas e culturais têm grande importância para dar ao mundo ocidental uma ideia de como é o Japão, um país de cultura tão encantadora e enigmática ao mesmo tempo, para além dos estereótipos. Quando se fala no Japão, os ideogramas, seu singular sistema de escrita vêm à mente, igualmente vêm as cerejeiras em flor e o silêncio, ligado à serenidade e contemplação na forma de lidar com questões cotidianas. Apesar de realmente serem elementos que realmente constituem a cultura nipônica, o Japão não é só ideogramas, cerejeiras e silêncios contemplativos, conforme tentarei demonstrar neste artigo ao convocar obras de literatura e cinema que, mesmo trazendo esses elementos, fogem à perversidade da colonização ocidental, que diminui conhecimento e cultura produzidos fora de seu eixo. Desse modo, desejo discutir que seduzir a imaginação não deve ser confundido com a ideia de reforçar estereótipos e visões distorcidas sobre culturas orientais, sejam elas japonesas ou não.
Palavras-chave: Cultura japonesa, arte, tradição, diálogo.
Abstract:
I intend to reflect on some cultural elements that constitute one of the oldest, traditional and symbolic cultures of the Eastern world: Japanese culture. I intend to demonstrate that these elements are constituents of this culture, not stereotypes of it, as the great narrative of the hegemonic discourse allows us to see. So that I can achieve my purpose, I have tried to dialogue with different artistic and cultural manifestations that go through dance, theater, literature and cinema. I believe that these artistic and cultural manifestations are of great importance to give the Western world an idea of what Japan is like, a country of culture so enchanting and enigmatic at the same time, beyond stereotypes. When one speaks of Japan, ideograms, their singular writing system come to mind, so do cherry blossoms and silence, linked to serenity and contemplation in dealing with everyday issues. Although they really constitute the Japanese culture, Japan is not only cherry ideograms and contemplative silences, as I will try to demonstrate in this article by calling together works of literature and cinema that, even when bringing these elements, escape the perversity of Western colonization, which diminishes knowledge and culture produced outside its center. In this way, I want to discuss that seducing the imagination shouldn’t be confused with the idea of reinforcing stereotypes and distorted visions of Eastern cultures, whether Japanese or not.
Key words: Japanese culture, art, tradition, dialogue.
Cláudia N. M. Q. Ribeiro
Doutorada em História e Filosofia das Ciências pela Faculdade de Ciências de Lisboa. Mestranda em Estudos Asiáticos na Universidade Católica de Lisboa. Autora do livro “No Dorso Do Dragão” e tradutora do livro “Dao De Jing”. Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Resumo:
O Lótus Azul é a obra de Hergé onde as dimensões históricas, políticas e etnográficas de um país foram mais bem transmitidas. Desde há mais de oitenta anos tem sido a porta de entrada de milhares de crianças (e adultos) para o conhecimento da China e da sua civilização, despertando-lhes amiúde um interesse perene. Nesse sentido, pretendo aqui averiguar a veracidade do retrato de Xangai que Hergé nos oferece. Começo pelos acontecimentos que estiveram na base da elaboração do álbum, nomeadamente a amizade entre Hergé e Tchang Tchong-jen. De seguida, convocando estudos relacionados com a Xangai dos anos trinta, tento apurar o grau de realismo com que a cidade é apresentada, mapeando tanto as suas características urbanas como o contexto socio-político da época. Por fim, analiso o modo – que nada tem de inocente – como Hergé representa os vários grupos étnicos que então habitavam Xangai.
Palavras-chave:Xangai, Tintim, anos 1930, China
Abstract:
The Blue Lotus is Hergé’s work where the historical, political and ethnographic dimensions of a country are better represented. For more than eighty years now, it has been the gateway to the knowledge of China and its civilization for thousands of children (and adults), often arousing in them a perennial interest. Therefore, I intend to ascertain here the truth of Shanghai’s portrait by Hergé. I begin with the background story of the album’s elaboration, namely the friendship between Hergé and Tchang Tchong-jen. Then, summoning studies about Shanghai in the thirties, I try to evaluate the degree of realism in the presentation of the city, mapping both its urban features and the socio-political context of the time. Finally, I analyse the way – which has nothing innocent about it – Hergé presents the various ethnic groups that inhabited Shanghai.
Keywords: Shanghai, Tintin, the thirties, China
Daniela Silva Martins
Licenciada em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa, Rua Almerindo Lessa, Pólo Universitário do Alto da Ajuda, 1300-663 Lisboa, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..
Resumo: O presente artigo analisa a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) do ponto de vista do processo de democratização, pretendendo demonstrar que a realidade dos Estados que integram a organização se revela adversa à concretização, a curto e a médio prazo, do objetivo democrático que tem vindo a ser afirmado desde a redação da Carta da ASEAN. No Sudeste Asiático existem diferentes formas de governo, igualmente distantes de se poderem afirmar como verdadeiras democracias. Este artigo também pretende dar a conhecer o exemplo de sucesso da Indonésia, um dos Estados-membros da ASEAN, que iniciou um processo de transição democrática na década de 1990, revelando um forte potencial para influenciar os restantes Estados a implementarem as reformas necessárias para seguirem o caminho da transição democrática.
Palavras-Chave: ASEAN, Sudeste Asiático, Democracia, Indonésia.
Abstract:
The following article analyses the Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) from the perspective of the democratization process, intending to demonstrate that the reality of the states that integrate the organization is adverse, both to a short and medium term, of a democratic goal, which has been acknowledged ever since the drafting of the ASEAN Charter. Southeast Asia comprehends different forms of government that remain equally far from being able to assert themselves as democracies. Although, it is also a purpose of the present article to provide the successful example of Indonesia, one of the ASEAN member states that followed a process of democratic transition in the late 1990s, revealing a high potential to influence the remaining States to implement the necessary reforms to follow the path for democratic transition.
Keywords: ASEAN, Southeast Asia, Democracy, Indonesia.
"The BJP is buoyant in the state and it has every reason to be. The party has, for the first time, secured lead in 29 of the 87 Assembly segments covering the six Lok Sabha seats in Jammu and Kashmir. Not just that, it is optimistic about further improving its tally in the Assembly elections, and form the government in the state."
"Iraqi Prime Minister Adel Abdul Mahdi has ordered the heavily fortified Green Zone in central Baghdad to be open during Eid al-Fitr, his media office said."
"Exactly one month after the 21st Knesset were sworn in, a majority of the Knesset voted late Wednesday to disperse themselves and initiate an unprecedented repeat election on September 17."